segunda-feira, 28 de julho de 2008

RELIGIÃO, NO SENTIDO FILOSÓFICO...


"[...] o Espiritismo é, assim, uma religião? Sim, sem dúvida, senhores: No sentido filosófico o Espiritismo é uma religião, e disso nos honramos, pois que é a doutrina que funda os laços da fraternidade e da comunhão de pensamentos não em uma simples convenção, mas sobre a mais sólida das bases: as próprias leis da Natureza.

Por que então declaramos que o Espiritismo não era uma religião? Pela razão de que há apenas uma palavra para exprimir duas idéias diferentes, e que, segundo a opinião geral, o termo religião é inseparável da noção de culto, evocando unicamente uma idéia de forma, com o que o Espiritismo não guarda qualquer relação. Se se tivesse proclamado uma religião, o público nele não veria senão uma nova edição, ou uma variante, se quisermos, dos princípios absolutos em matéria de fé, uma casta sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, cerimônias e privilégios; não o distinguiria das idéias de misticismo e dos enganos contra os quais se está freqüentemente bem instruído.

Não apresentando nenhuma das características de uma religião, na acepção usual da palavra, o Espiritismo não poderia nem deveria ornar-se de um título sobre cujo significado inevitavelmente haveria mal-entendidos. Eis porque ele se diz simplesmente uma doutrina filosófica e moral."


Revue Spirite, Dezembro de 1868.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

COMPREENSÃO E AMOR


Zombaram das mesas girantes; jamais zombarão da filosofia, da sabedoria e da caridade que brilham nas comunicações sérias. Elas foram o vestíbulo da Ciência; é nele que, ao entrar, devem ser deixados os preconceitos, como se deixa um manto. Não é demais insistir para que façais de vossas reuniões um centro sério. Que alhures façam demonstrações físicas, vejam, ouçam, que entre vós se compreenda e se ame. Que pensais ser aos olhos dos Espíritos superiores, quando fazeis girar ou erguer-se uma mesa? Escolares. Passará o sábio o seu tempo a recordar o a-bê-ce da Ciência? Ao contrário, vendo que buscais as comunicações sérias, vos consideram como homens em busca da verdade. São Luís

Acrescenta o Sr. Allan Kardec: Não está aqui, senhores, um admirável programa, traçado com essa precisão e essa simplicidade de palavra que caracterizam os Espíritos realmente superiores? Que entre vós se compreenda, isto é, que todos de­vemos aprofundar tudo, para nos darmos conta de tudo; que entre vós se ame, isto é, que a caridade, uma benevolência mútua devem ser o objetivo dos nossos esforços, o laço a nos unir, a fim de mostrar pelo nosso exemplo o verdadeiro objetivo do Espiritismo. Estranhamente nos enganaríamos quanto aos sentimentos da Sociedade, se julgássemos que ela despreza o que se faz alhures. Nada é inútil e as experiências físicas também têm sua vantagem, que ninguém nos contesta. Se não nos ocupamos com elas, não é porque tenhamos outra bandeira. Temos nossa especialidade de estudos, como outros têm a sua, mas tudo isto se confunde num objetivo comum: o progresso e a propagação da Ciência.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Kardec e a Evolução do Espiritismo



As declarações de Kardec, quanto à natureza evolutiva do Espiritismo, têm servido de justificação para muitas confusões doutrinárias. Renovadores encarnados e reveladores desencarnados apóiam-se nas próprias palavras do codificador, para desfigurarem a codificação. E quando alguém se levanta em defesa da pureza da doutrina, é logo acusado de retrógrado. Entretanto, a verdade é que Kardec só admitia a evolução mediante rigoroso controle dos fatos e das comunicações mediúnicas, estas sempre sujeitas ao exame do bom-senso e ao critério da universidade.



Leia na íntegra o artigo clicando no link abaixo:


Kardec e a Evolução do Espiritismo
Fundação Maria Virgínia e José Herculano Pires - 02 de July de 2008