quarta-feira, 16 de novembro de 2011



A propósito das notícias que circulam, esclarecemos que o Conselho Espírita dos Estados Unidos (USSC) distribuiu nota informando que, durante voo do Rio para Nova York, José Raul Teixeira sofreu um AVC, sendo imediatamente hospitalizado ao desembarcar em Nova York. Ele iniciaria um roteiro de palestras pelos EUA. A FEB manteve contato telefônico com seu anfitrião e que está prestando-lhe assistência. O quadro é estável e requer de todos preces e boas vibrações. Informações: www.spiritist.us
fonte: http://www.febnet.org.br/site/noticias.php?CodNoticia=1242

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

domingo, 6 de novembro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Kardec em HQ


Do blog do desenhista Rodrigo Rosa recolhemos a interessante notícia do recente lançamento do livro KARDEC na Rio Comicon deste ano, pela editora Leya/Barba Negra. O livro foi escrito em parceria com o Carlos Ferreira. Trata-se de um projeto nascido em 2007, por ocasião de um concurso de hq's na Espanha. Os autores não ganharam, mas com o boom do cinema de temática espiritista os editores os convidaram a retomar o projeto para a alegria de todos nós que nos interessamos pelo assunto.
O livro é uma ficção histórica que conta a origem do espiritismo através da vida do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail até assumir-se como Allan Kardec.
Vale a pena conferir!!!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Recursos antidepressivos

Vinícius Lousada - vlousada@hotmail.com


A depressão é doença do Espírito, e no Espírito deve ser tratada. - Joanna de Ângelis [1]


Trazemos, nos arcanos do ser, os conteúdos perturbadores constituídos nas atitudes de não-observância da ética cósmica em experiências corpóreas anteriores e não diluídos ainda na prática reparadora do bem. Energeticamente, essa gama de informações espirituais reverbera sobre o perispírito, definindo ou não a predisposição orgânica para a depressão, bem como mecanismos limitadores da organização biológica de acordo com os complexos de culpa que a individualidade carrega consigo, no processo de reencarnação.

Em suas causas físicas, os estudos remetem a fatores genéticos e neuroquímicos ou cerebrais, cuja ascendência o Espiritismo nos revela estar no ser espiritual que somos, cujo estado enfermiço se projeta sobre o corpo somático ensejando a compreensão de que sob o prisma espiritual não há doenças e sim doentes. A depressão também pode estar associada a perdas, de forma reativa, ou ao apego às coisas, pessoas ou circunstâncias. Contudo, a matriz desencadeadora da depressão está na rebeldia do Espírito que não admite a desobediência da vida em relação aos ditames de suas ilusões acalentadas pelo Ego.

Em conformidade com os estudos do Dr. Alírio Cerqueira Filho[2], eminente psicoterapeuta, a depressão é uma doença do Espírito cuja marca é o estado de tristeza ou vazio que apresenta, gerando incapacidade do individuo fruir prazer na vida, produzindo insatisfação, capaz de apresentar junto dessas características o desejo, ainda que velado, de morte. Ela pode se apresentar em três níveis. No primeiro nível, o leve, a depressão não chega a interferir na rotina do indivíduo, mas tudo o que realiza parece-lhe um sacrifício. No nível moderado há um comprometimento nas suas realizações do paciente e enfrenta grandes dificuldades de sentir-se bem, tornando-se insatisfeito com aquilo que antes o plenificava. Já o estágio grave se caracteriza como grande limitador, o indivíduo abandona seus compromissos e, isolado ou fechado em si mesmo, prostra-se e demonstra um profundo desgosto pela vida.

Como a depressão tem cura, ao serem identificados os seus sintomas, deve-se imediatamente buscar o auxílio médico ou psicoterapêutico especializado para evitar que o transtorno alcance um estágio de gravidade de difícil solução.

Na sua superação o apoio do grupo familiar é fundamental, devendo envolver o depressivo em profundo amor e colaborando para que siga a terapia na sua totalidade. Nesse propósito ajuda muito a reintegração com a espiritualidade em sintonia com as opções pessoais ou familiares, a fim de reconfigurar o sentido existencial e redefinir as emoções e sentimentos do indivíduo sobre si próprio.

O psicólogo baiano Adenáuer Novaes afirma que há “um potencial de cura em todo ser humano” [3] e, para alcançá-lo, é preciso conectar-se ao Self para mobilizarmos as energias em favor de nosso crescimento espiritual. Todavia, é oportuno que antes de a enfermidade se instalar busquemos, apoiados na Doutrina Espírita, os recursos antidepressivos ao nosso alcance. Entre eles estão: o autoconhecimento, o autoamor, a meditação, a prece, a ação no bem – no dever e na caridade.

*

Caminhar para o autoencontro é indispensável para entender a razão mais profunda da constância da tristeza na alma, a fim de mudar o teu estado mental, identificando os valores dignos de nota que trazes, cujo reconhecimento faculta melhor autoestima e autoamor materializado no cuidado contigo como ser integral.

A prática da meditação permite reconhecer o significado promissor da tua reencarnação tendo em vista o propósito que trazes em ser feliz. Medita sempre e farás felizes escolhas e apreciações acertadas sobre os desafios, edificando em ti o consentimento da razão e do coração às aprendizagens que te são necessárias.

Ora constantemente, alteando as tuas ondas mentais, articulando-te com a assistência dos Bons Espíritos que te amam e, em nome de Deus, te amparam sempre, mesmo que não te apercebas disto. E age no bem, seja no cumprimento dos teus deveres em que te cabe oferecer a melhor parte de ti, seja na caridade, em que o teu coração renovado deve estar presente.

Abre a janela da tua alma, meu irmão, deixa as claridades de Jesus – sublime estrela – iluminarem o teu ambiente íntimo. Então, nas horas de luta, silencia e escuta o Cristo que te diz: “tenho vos falado essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria se cumpra”. [4]



[1] FRANCO, Divaldo P. Entrega-te a Deus. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Catanduva: Intervidas, 2010, p. 58.
[2] CERQUEIRA FILHO, Alírio. Cura espiritual da depressão. Santo André, SP: EBM, 2006.
[3] NOVAES, Adenáuer Marcos Ferraz de. Alquimia do Amor: depressão, cura e espiritualidade. Salvador: Fundação Lar Harmonia, 2004, p. 160.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

LEGENDAS DO OBREIRO DA VERDADE • Emmanuel/Francisco C. Xavier


Compreender que as necessidades e as esperanças dos outros são fundamentalmente iguais às nossas.

Auxiliar sem exigir que o beneficiado nos tome as ideias.

Reconhecer que a Divina Providência possui estradas inúmeras para socorrer as criaturas e iluminá-las.

Aprender a tolerar com paciência as pequenas humilhações, a fim de prestar os grandes testemunhos de sacrifício pessoal que a causa da verdade lhe reclamará possivelmente algum dia.

Esquecer-se pela obra que realiza.

Guiar-se pela misericórdia e não pela crítica.

Abençoar sem reprovar.

Construir ou reconstruir, sem ofender ou condenar.

Trabalhar sempre sem o propósito de ser ou parecer o maior ou o melhor ante os demais.

Cultivar ilimitadamente a cooperação e a caridade.

Coibir-se de irritação e de azedume.

Agir sem criar problemas.

Observar que sem a disciplina individual no campo do bem, a prática do bem se faz impossível.

Respeitar a personalidade dos companheiros.

Encontrar ocasião para atender à benção da prece.

Deter-se nas qualidades nobres e olvidar as prováveis deficiências do próximo.

Valorizar o esforço alheio.

Nunca perder tempo.

Apagar inimizades ou discórdias através da desculpa fraterna e do serviço constante que devemos uns aos outros.

Criar oportunidades de trabalho para si, ajudando aos outros no sentido de descobrirem as oportunidades de trabalho que digam respeito à capacidade e às possibilidades de realização, conservando em tudo a certeza inalterável de que toda pessoa é importante na edificação do Reino de Deus.



Trecho de Artigo publicado originalmente na coluna dominical "Chico Xavier pede licença"

do jornal Diário de S. Paulo, na década de 1970. (http://www.herculanopires.org.br/)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Kardec em 3 D - vídeo



Modellazione 3D di Allan kardec , codificatore dei primi libri spiritisti.
Sofware di utilizzo: 3dsmax e zbrush
Autore: Giacobelli Pasquale.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Guerras


742. Que é o que impele o homem à guerra?
“Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões. No estado de barbaria, os povos um só direito conhecem — o do mais forte. Por isso é que, para tais povos, o de guerra é um estado normal. À medida que o homem progride, menos freqüente se torna a guerra, porque ele lhe evita as causas, fazendo-a com humanidade, quando a sente necessária.”

743. Da face da Terra, algum dia, a guerra desaparecerá?
“Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Nessa época, todos os povos serão irmãos.”

744. Que objetivou a Providência, tornando necessária a guerra?
“A liberdade e o progresso.”

a) — Desde que a guerra deve ter por efeito produzir o advento da liberdade, como pode freqüentemente ter por objetivo e resultado a escravização?
“Escravização temporária, para esmagar os povos, a
fim de fazê-los progredir mais depressa.”

745. Que se deve pensar daquele que suscita a guerra para proveito seu?
 “Grande culpado é esse e   muitas existências lhe serão necessárias para expiar todos os assassínios de que haja sido causa, porquanto responderá por todos os homens cuja morte tenha causado para satisfazer à sua ambição.”

(Questões extraídas de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, FEB)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Culto à Revolução Farroupilha



Todos nós estamos observando a passagem de mais uma Semana Farroupilha. No próximo dia 20 de setembro estaremos “comemorando” cento e setenta e seis anos da proclamação da República Riograndense.

Os leitores devem ter notado que a expressão “comemorando” foi aposta neste texto entre aspas. Isto se deve a uma única questão: será que devemos “comemorar” este dia?

Estou ciente de que poderei ser mal interpretado neste propósito de influenciar uma reflexão acerca deste tema. Aliás, um tema que faz o coração do gaúcho palpitar mais forte, afinal, o mesmo já tem o sangue quente por natureza e quando se fala da Revolução Farroupilha, aí sim, aflora o orgulho de ser Riograndense.

Acontece que refletindo sobre a pergunta feita logo acima, vem à tona o modo como, nós gaúchos, cultuamos este orgulho de ter proclamado à República Riograndense e declarado guerra ao Império constituído pela Família Real.

Voltando-nos ao Livro dos Espíritos, exatamente na questão 744, Allan Kardec indagou da plêiade de Espíritos qual o objetivo da Providência ao tornar a guerra necessária. Os Espíritos responderam em duas palavras de enorme significado: a liberdade e o progresso.

Não era muito mais que isso que os gaúchos do século XIX buscavam. A liberdade do poder arrebatador do Império e o progresso econômico, intelectual e moral de sua gente. Não é a toa que a Providência permitiu que esta guerra perdurasse dez anos consecutivos até a lavratura do termo de paz em Ponche Verde, hoje município de Dom Pedrito-RS.

Porém, o que nos leva a refletir sobre isso é o modo como nós cultuamos uma revolução, uma guerra, que furtou a vida de milhares de pessoas, manchando de sangue não apenas os campos verdes da Região da Campanha, mas manchando a nossa história.

Quando um povo desembainha uma espada para poder impor o seu pensamento ou quem sabe a sua liberdade de pensamento contra outra parcela de uma população dominante, é porque não avançamos o suficiente como Espírito e como seres pensantes para usar das estratégias do diálogo e da brandura, ensinadas por Jesus de Nazaré.

Como consta da questão 742 de O Livro dos Espíritos, a causa que nos leva a guerra é a “predominância da natureza selvagem sobre a espiritual e satisfação das paixões. No estado de barbárie, os povos conhecem apenas o direito do mais forte; é por isso que a guerra é para eles um estado normal”.

Ocorre que, em pleno século XXI, não podemos mais achar que é “normal” um povo se rebelar contra outro povo ou quem sabe contra o seu próprio povo sem discutir civilizadamente os seus requerimentos e suas concessões.

Por outro lado, muito menos admissível que cultuemos, com orgulho, uma revolução que aniquilou os nossos próprios irmãos. Devemos recordar sim, o que não podemos é render cultos a um fato que apenas demonstrou o nosso estado de barbárie. Um procedimento totalmente apartado daquele que o nosso Mestre Nazareno nos demonstrou em sua vinda para a crosta terrestre há dois mil anos.

O que esperamos sinceramente é que chegue a era em que a guerra desaparecerá totalmente da face da Terra, como consta na resposta dada pelos Espíritos à questão 743 de O Livro dos Espíritos, momento em que “os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus; então, todos os povos serão irmãos”.

Nessa hora, não mais cultuaremos as guerras passadas, apenas nos recordaremos delas como uma passagem melancólica na história da civilização humana.

Quando isso ocorrer falaremos das guerras como um momento do pretérito em que nos distanciamos totalmente dos preceitos cristãos, falaremos que não tínhamos entendido o maior mandamento dado por Jesus que é “amai-vos uns aos outros”. Naquela época nós acreditávamos na violência, “armando-nos uns contra os outros”.

Aguardemos esses dias em que a paz será mote de celebração, mas aguardemos praticando a caridade, única saída para a autoiluminação.





José Artur M. Maruri dos Santos

Advogado e Colaborador da União Espírita Bageense

Leia: http://bagespirita.blogspot.com