quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Refletindo sobre o Progresso

Larissa Carvalho - Expositora e evangelzadora espírita - I. E. Terceira Revelação Divina - POA/RS
camachocarvalho@yahoo.com.br




Bastante grande é a perversidade do homem. Não parece que, pelo menos do ponto de vista moral, ele, em vez de avançar, caminha aos recuos?
Enganas-te. Observa bem o conjunto e verás que o homem se adianta, pois que melhor compreende o que é mal, e vai dia a dia reprimindo os abusos. Faz-se mister que o mal chegue ao excesso, para tornar compreensível a necessidade do bem e das reformas. (L.E., q.784)

No mundo se fala de progresso. Progresso tecnológico, científico, econômico, político. A tecnologia de ponta avança em suas especificidades e torna os instrumentos eletrônicos, computacionais cada vez mais potentes e de menor volume. Pequeninos aparelhos eletrônicos, hoje, são capazes de armazenar em formatos de bits e bytes, em combinações de 0 e 1, o que apenas algumas centenas de arquivos de ferro poderiam conservar.




A medicina descobre curas para doenças que até então condenavam seus portadores à morte; e a genética manipula os genes humanos de tal forma a procurar outras curas para problemas que faziam os doentes sentirem-se condenados pela vida. As ciências humanas, por sua vez, buscam e alcançam resultados muito positivos para a relativização da história da humanidade e valores de sujeitos calados pelo preconceito humano ao longo da mesma.




Afora todo esse desenvolvimento intelectual alcançado pela nossa sociedade, enquanto espíritas, por vezes, olhamos ao nosso redor e nos questionamos onde encontra-se o tão alardeado progresso que iremos assistir e que irá alavancar a Terra a mundo de Regeneração na escala dos mundos compreensível ao nosso entendimento. Vemos o desenvolvimento das técnicas, das ferramentas que utilizamos para viver, mas também testemunhamos um mundo onde a violência parece alastrar-se, onde as drogas ganham cada vez mais adeptos, onde as guerras parecem focos de incêndio sem a possibilidade de contenção.




Nos deparamos, em nosso tempo, com tanto progresso científico, tecnológico, econômico, com tantos avanços materiais, mas não temos conseguido vislumbrar os efeitos desse progresso na resolução da fome e da miséria no mundo; na solução dos graves problemas no campo da medicina para as populações, em geral, dos países; na erradicação do analfabetismo; na solução do problema nefasto do desemprego; no aniquilamento do preconceito; na grande desigualdade social vivida no âmbito dos países periféricos; e tantos outros graves problemas que assolam nossa sociedade.




Assim, por vezes, nos questionamos: Onde, então, o progresso da humanidade?
A partir do momento que nos dedicamos aos estudos espiritistas e começamos a compreender as engrenagens da vida com o auxílio da lente dos ensinos ditados pelos espíritos superiores sob comando do Espírito de Verdade passamos a ter consciência que o progresso intelectual da humanidade não a impulsiona para o efetivo progresso sem que ocorra, também, o desenvolvimento progressivo da moralidade nos homens.




E – invocando a primeira obra espírita organizada, codificada por Kardec, leitura obrigatório de todo adepto da Doutrina Espírita ou daquele que está procurando conhecer essa doutrina –, de acordo com a questão 780 d’O Livro dos Espíritos, o progresso moral decorre do progresso intelectual. Podemos ter em mente, desta forma, que estamos vivendo um período de transição, onde o progresso intelectual deve estar engendrando o desenvolvimento da moralidade no ser humano. Mas como perceber se isso procede ou não procede.




Se auscultarmos brevemente a história mesmo recente da nossa sociedade ocidental – para circunscrevermos nosso campo e visão – iremos perceber o quanto de progresso moral temos realizado nas últimas décadas. Quando, há anos atrás, considerávamos o duelo uma forma legítima de manutenção da honra ofendida por uma traição ou pelo desrespeito alheio; as exibições públicas de matança de homens por animais selvagens como genuíno divertimento de um público ávido por sangue; quando abandonar crianças à própria sorte no meio de florestas ou sacrificar os familiares mais jovens para que a pouca alimentação possa sustentar, pelo menos, os que sobreviveram aos difíceis primeiros anos infantis eram ações justificáveis e, mesmo, aceitáveis, embora não legais; vivíamos uma moralidade comandada pela lei do mais forte, pelos instintos inferiores humanos, pelo homem velho atormentado pelo passado regido pelo ímpeto e pelas atitudes inferiores.




Na atualidade assistimos a mudanças claramente perceptíveis, embora não costumemos refletir sobre elas: as brigas, as guerras privadas ainda existem, mas não são legitimadas pela sociedade; ainda há homens que decidem resolver seus problemas com armas de fogo, sem diálogo, mas, em termos de porcentagem o número é pequeno comparado ao dos homens e mulheres que lutam pela paz em todos recantos onde movimentam-se os indivíduos. Ter uma arma, portar instrumentos que possam ferir não é mais uma marca de virilidade, coragem, para a maioria de nós, mas um símbolo de perigo, de violência iminente, de desrespeito social.




Ainda assistimos a espetáculos em circos, em teatros, mas a platéia, hoje, regozija-se com atores encenando esquetes da vida cotidiana, adaptações de grandes peças da literatura mundial, nunca o espetáculo da morte dos circos romanos. Ainda vemos circos de horrores que incluem a matança de animais, espectadores que se comprazem com cenas grotescas no cinema, na televisão, mas, apesar dessas almas enfermas, a comoção do grande público, os espetáculos patrocinados por governos e entidades respeitáveis têm como atração a cultura e o talento humanos, uma celebração ao belo e ao estético.




Nossas crianças e jovens, atualmente, contam com a proteção de órgãos internacionais e nacionais, com projetos sociais de atendimento, com estatuto popularizado, com o respeito humano, com atendimento especializado, com políticas públicas. A comunidade busca proteger as crianças de maus-tratos, de abandono, busca assegurar-lhes o direito à educação, ao lazer, a presença dos pais, ao carinho, aos cuidados alimentares, médicos e psicológicos. Embora nessa área também existam almas enfermas que desconsideram esses seres pequeninos que precisam de nossos cuidados, estamos cada vez mais preocupados com o bem-estar infantil e juvenil, e cada vez mais encantados e aprendizes desses Espíritos imortais habitantes de pequeninos corpos.




Há alguns anos começamos a nos preocupar com a Natureza, com a casa terrestre que habitamos. Em que ocasiões, há duzentos anos atrás, nos preocuparíamos com isso? Em nenhuma, em raras ocasiões, em pouquíssimas oportunidades e dificilmente com o objetivo específico de conservar a beleza da Terra, mas com objetivos utilitários, com vistas ao maior aproveitamento dos recursos naturais.




Então, podemos perceber, agora, o nosso progresso?
O progresso intelectual faz que o homem possa discernir o que é bem do que é mal, como nos explicam os Espíritos
[1], perceber erros que cometemos; corrigindo, paulatinamente, as leis humanas, os códigos que regem a vida em sociedade. Estamos em processo de esclarecimento, iluminando nossos corações, percebendo as barbaridades que cometíamos. Abrindo-nos intelectualmente, ao outro, à alteridade propagada pela antropologia, à outredade, estamos descobrindo as dores do nosso próximo, estamos transferindo-a à nós, aprendendo a piedade, começando a procurar curar essas dores, amenizar os sofrimentos dos outros indivíduos, nossos iguais, nossos irmãos.




No entanto, estamos em processo; assim, ainda necessitamos corrigir muitas atitudes ainda arraigadas ao nosso ser.
E como o livre-arbítrio acompanha a inteligência, com o progresso intelectual fomos compreendendo que nos tornamos responsáveis por nossas escolhas, e fomos nos responsabilizando por elas. Entendemos que a vida na Terra depende do cuidado que com a Terra temos, assim, precisamos conservar a Natureza, preservar aquilo que a conserva: o verde, as matas, as águas.




Mas os Espíritos da Codificação nos esclarecem que “o moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a equilibrar-se”[2] ensejando-nos a reflexão de que ainda temos longo caminho a percorrer. Pois se percebemos que muitos progressos realizamos ao longo dos anos, também não podemos ficar indiferentes à realidade de violência, desrespeito e miséria moral e intelectual que assola a Terra de forma geral. Temos ainda longo caminho pela frente, mas o desânimo não pode andar conosco nas fieiras da estrada a percorrer.




E, da mesma forma, não podemos ficar parados na estrada aguardando o progresso esperado chegar. Nós precisamos andar pela estrada, realizar a caminhada. A sociedade é formada pelos seus indivíduos. Todos nós, sem exceção, somos esses indivíduos. Já alertavam os Espíritos da Codificação de que a força para progredir haure o homem em si mesmo, naturalmente, e aqueles mais adiantados têm o dever de auxiliar o progresso dos outros, por meio do contato social[3].
Precisamos desenvolver nossa moralidade, precisamos ser éticos para com o mundo, descobrir as virtudes da caridade, mas primeiro precisamos decidir-nos sobre o que queremos para nosso futuro. Se soubermos os objetivos que queremos alcançar com a atual existência, o caminho a seguir é de fácil escolha e, em geral, não é o mais fácil em termos de travessia. Precisamos focar no objetivo de nossas vidas. Será que temos esses objetivos? O planejamento de nossas vidas também faz parte do nosso progresso individual, bem como o conhecimento de nós mesmos.




Se desejarmos viver em uma sociedade mais justa, sairmos tranqüilos às ruas sem medos, sem receios, se quisermos que nossos filhos encontrem uma cidade organizada, emprego e qualidade de vida, se necessitamos não mais preocuparmo-nos com guerras, terrorismos e outras tantas atrocidades presentes no nosso mundo, hoje, temos o dever de nos preocuparmos com o progresso: Primeiramente o nosso, buscando ser homem de bem, vivendo uma vida ética, sem guerras domésticas, sem violência simbólica, doando-nos aos familiares, aos amigos, desenvolvendo compaixão para com as dores do próximo, praticando a caridade com amor, sem obrigação, sem querer livra-se de culpas milenares. Depois, retornando no caminho de nossos próprios pés, na estrada tortuosa já conhecida, então, e trazendo conosco outros irmãos, buscando os que caíram no decorrer da caminhada, os afetos que não tiveram forças. Assim, com alegria, reuniremos nossa família universal, no fim desse caminho conhecido, e poderemos considerar que o progresso almejado é mais fácil do que pensávamos, pois depende unicamente de nós.




Conhecer, crescer intelectualmente, sem necessitarmos verter conhecimentos inúteis somente para mostrarmos nossos progressos intelectuais. Conviver, tolerar, ser paciente, ser manso, ser benévolo, amar; procurar sermos homens e mulheres de bem, como nos anuncia o Evangelho de Jesus à luz da Doutrina Espírita, só assim veremos, sem delongas, erguer-se diante de nós o mundo verdadeiramente regenerado, o mundo que alcança os benefícios dos progressos realizados, pois contará com homens e mulheres que cresceram e alçaram o progresso através das duas asas anunciadas pelo Espírito Emannuel: sabedoria e amor, inteligência e moralidade



[1] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 87ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2006, p. 408, q. 780a.
[2] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 87ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2006, p. 409, q. 780b.
[3] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 87ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2006, p. 408, q. 779.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Jesus



Você já parou para pensar, algum dia, como era o homem Jesus?


Se nos inspirarmos nos Evangelhos podemos esboçar Sua aparência física e espiritual. Verdadeiramente, Sua aparência física não está descrita nos Evangelhos, mas Ele sempre se mostra simpático e atraente. Causava profunda impressão na multidão, quando Se apresentava em público.


Tinha um corpo sadio, resistente ao calor e ao frio, à fome e à sede, aos cansaços das longas jornadas a pé, pelas trilhas das montanhas da Palestina. Também ao cansaço por Sua atividade ininterrupta junto ao povo, que não Lhe deixava tempo nem para se alimentar.


Embora nascido em uma estrebaria, oculto aos olhos dos grandes do mundo, teve Seu nascimento anunciado aos pequenos, que traziam os corações preparados para O receber. A orquestra dos céus se fez presente e a ópera dos mensageiros celestiais O anunciou a quem tivesse ouvidos de ouvir.


Antes de iniciar o Seu messianato, preparou-Lhe os caminhos um homem rude, vestido com uma pele de animal e que a muitos, com certeza, deve ter parecido esquisito ou perturbado. Principalmente porque, num momento em que o povo aguardava um libertador que fosse maior que o próprio Moisés, ele falava de alguém que iria ungir as almas com fogo.


Enquanto todos aguardavam um guerreiro, que surgisse com seu exército numeroso para subjugar o dominador romano, João, o Batista, lhes falava do Cordeiro de Deus. E cordeiro sempre foi símbolo de mansuetude, de delicadeza.


Quando Ele se fez presente, às margens do Jordão, a sensibilidade psíquica de João O percebe e O apresenta ao mundo.


Esse ser tão especial tomou de um grão de mostarda e o fez símbolo da fé que move montanhas. Utilizou-Se da água pura, jorrada das fontes cristalinas, para falar da água que sacia a sede para todo o sempre.


Tomou do pão e o multiplicou, simbolizando a doação da fraternidade que atende o irmão onde esteja e com ele reparte do pouco que tem.


Falou de tesouros ocultos e de moedas perdidas. Recordou das profissões menos lembradas e as utilizou como exemplo, Ele mesmo denominando-Se o Bom Pastor, que conhece as Suas ovelhas.


Ninguém jamais O superou na poesia, na profundidade do ensino, na doce entonação da voz, cantando o poema das bem-aventuranças, no palco sublime da natureza.


Simples, mostrava Sua sabedoria em cada detalhe, exemplificando que os grandes não necessitam de ninguém que os adjetive, senão sua própria condição.


Conviveu com os pobres, com os deserdados, com os considerados párias da sociedade, tanto quanto visitou e privou da amizade de senhores amoedados e de poder.


Jesus, ontem, hoje e sempre prossegue exemplo para o ser humano que caminha no rumo da perfeição.


* * *


Embora visando sempre as coisas do Espírito, Jesus jamais descurou das coisas pequenas e mínimas da Terra.


É assim que Seu coração se alegra pelas flores do campo, as quais toma para exemplo em Sua fala, da mesma forma que as pequeninas aves do céu.


O Seu amor se dirigia sobretudo aos pobres, aos humildes, aos oprimidos, aos desprezados e aos párias.


E, justamente por conhecer a fraqueza e a malícia dos homens, sempre perdoa, enquanto Ele mesmo alimenta a Sua vida pelo cumprimento da vontade e do agrado de Deus, o Pai.




Redação do Momento Espírita com detalhes colhidos no verbeteJesus, do Dicionário enciclopédico da bíblia, deA. Van den Born, ed. Vozes.Em 05.12.2008.

Pedimos a sua atenção para o fato de o Momento em Casa não ser um serviço diário. São enviadas, em média, 3 a 4 mensagens no decorrer da semana.As mensagens do Momento Espírita também estão disponíveis em CD's e livros, em
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ciência Admirável


Qual potente farol varando a noite escura
Em que a sombra do mal reinava soberana,
Fulge o sol da verdade eterna que promana
Da mensagem do Cristo, restaurada e pura.

É o fulgor celestial da obra kardequiana
Cujas bases factuais, em lógica estrutura,
Vêm revelar a vida além da sepultura
E as vidas sucessivas na experiência humana.

Corolário moral da messe iluminista,
Eis a Ciência Admirável com seu facho forte,
Tal qual no cartesiano êxtase prevista.

Sob a luz da razão, a fé se fez mais forte
E o homem pôde ver, além da própria vista,
A vida espiritual que esplende além da morte.

Aureci Figueiredo Martins, Porto Alegre/RS

I. E. Terceira Revelação Divina
aureci@globo.com

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Base histórica:

O rigoroso inverno de 1619 imobilizou o exército de Maximiliano da Baviera. Um percalço militar irrelevante para o desfecho da Guerra dos Trinta Anos, que ensangüentaria a Europa, mas que teve inesperada e decisiva importância para a Filosofia e a ciência moderna.
René Descartes, jovem francês de 23 anos engajado nas tropas bávaras, aproveitou o frio para se isolar em um quarto de estalagem nas cercanias de Ulm, na Alemanha, e - como era de seu gosto - passar dias em febril atividade intelectual.
Na madrugada gelada de 11 de novembro, as centelhas de seu cérebro explodiram em sonhos agitados - em um deles, o Espírito da Verdade lhe abria os tesouros da Ciência. Na manhã seguinte, superexcitado, Descartes concluiu estar no limiar de uma “ciência admirável".

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Perante o Analfabetismo

"Há no ar uma idéia racional, aprovada por todas as pessoas progressistas: a de que todos deviam saber ler. Por mais bela que seja, nossa doutrina encontra um obstáculo na ignorância. Assim o nosso dever, de todos nós os espíritas, é diminuir o número de nossos irmãos ignorantes, a fim de que O Livro dos Espíritos não se torne letra morta para tantos párias. Trabalhar em espalhar a instrução nas massas é, ao mesmo tempo, abrir caminho ao Espiritismo e destruir o elemento do fanatismo; é diminuir outro tanto o arrastamento da ignorância; é criar homens que viverão e morrerão bem." - Sanson (Revista Espírita, dezembro de 1864)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

ENSINO ESPÍRITA

O ensino-aprendizagem da Doutrina Espírita
Segundo Allan Kardec

“Há algum tempo constituíram-se alguns grupos, de especial caráter, e cuja multiplicação entusiasticamente desejamos encorajar. São os denominados grupos de ensino. Neles ocupam-se pouco ou quase nada das manifestações. Toda a atenção se volta para a leitura e explicação de “O Livro dos Espíritos”, de “O Livro dos Médiuns” e artigos da “Revista Espírita”. Algumas pessoas devotadas reúnem com esse objetivo um certo número de ouvintes, suprindo para eles as dificuldades da leitura ou do estudo isolado. Aplaudimos de todo o coração essa iniciativa que, esperamos, terá imitadores e não poderá, em se desenvolvendo, deixar de produzir os melhores resultados.”
(Allan Kardec, in “Viagem Espírita em 1862”, Instruções particulares, item X)



SOBRE A ESTRUTURA GERAL DO CAP. III D’O LIVRO DOS MÉDIUNS

Do item 18 podemos extrair o objetivo do capítulo:

Objetivo: Ensino da Doutrina Espírita.
a) ensinar aos outros: “Ensina todo aquele que procura persuadir a outro(...)”.
b) ensinar a si mesmo: “(...)os que queiram instruir-se por si mesmos. Uns e outros, seguindo-os, acharão meio de chegar com mais segurança e presteza ao fim visado.”

“Muito natural e louvável é, em todos os adeptos, o desejo, que nunca será demais animar, de fazer prosélitos. Visando facilitar-lhes essa tarefa, aqui nos propomos examinar o caminho que nos parece mais seguro para se atingir esse objetivo, a fim de lhes pouparmos inúteis esforços.
Dissemos que o Espiritismo é toda uma ciência, toda uma filosofia. Quem, pois, seriamente queira conhecê-lo deve, como primeira condição, dispor-se a um estudo sério e persuadir-se de que ele não pode, como nenhuma outra ciência, ser aprendido a brincar. O Espiritismo, também já o dissemos, entende com todas as questões que interessam a Humanidade; tem imenso campo, e o que principalmente convém é encará-lo pelas suas conseqüências.
Forma-lhe sem dúvida a base a crença nos Espíritos, mas essa crença não basta para fazer de alguém um espírita esclarecido, como a crença em Deus não é suficiente para fazer de quem quer que seja um teólogo. Vejamos, então, de que maneira será melhor se ministre o ensino da Doutrina Espírita, para levar com mais segurança à convicção.
Não se espantem os adeptos com esta palavra - ensino. Não constitui ensino unicamente o que é dado do púlpito ou da tribuna. Há também o da simples conversação. Ensina todo aquele que procura persuadir a outro, seja pelo processo das explicações, seja pelo das experiências. O que desejamos é que seu esforço produza frutos e é por isto que julgamos de nosso dever dar alguns conselhos, de que poderão igualmente aproveitar os que queiram instruir-se por si mesmos. Uns e outros, seguindo-os, acharão meio de chegar com mais segurança e presteza ao fim visado.

O método geral de ensino-aprendizagem:

a) começar pela teoria: “É crença geral que, para convencer, basta apresentar os fatos. Esse, com efeito, parece o caminho mais lógico. (...)” O Livro dos Médiuns, item 19.
“Ainda outra vantagem apresenta o estudo prévio da teoria - a de mostrar imediatamente a grandeza do objetivo e o alcance desta ciência.” (O Livro dos Médiuns, item 32)

b) partir do conhecido para o desconhecido: “Todo ensino metódico tem que partir do conhecido para o desconhecido.”

c) a existência da alma como ponto de partida: “Não sendo os Espíritos senão as almas dos homens, o verdadeiro ponto de partida é a existência da alma.”

d) conhecer o perfil do aprendiz tendo como base sua opinião sobre a existência da alma: “Antes, pois, de tentarmos convencer um incrédulo, mesmo por meio dos fatos, cumpre nos certifiquemos de sua opinião relativamente à alma, isto é, cumpre verifiquemos se ele crê na existência da alma, na sua sobrevivência ao corpo, na sua individualidade após a morte.”

“É crença geral que, para convencer, basta apresentar os fatos. Esse, com efeito, parece o caminho mais lógico. Entretanto, mostra a experiência que nem sempre é o melhor, pois que a cada passo se encontram pessoas que os mais patentes fatos absolutamente não convenceram. A que se deve atribuir isso? É o que vamos tentar demonstrar.

No Espiritismo, a questão dos Espíritos é secundária e consecutiva; não constitui o ponto de partida. Este precisamente o erro em que caem muitos adeptos e que, amiúde, os leva a insucesso com certas pessoas. Não sendo os Espíritos senão as almas dos homens, o verdadeiro ponto de partida é a existência da alma. Ora, como pode o materialista admitir que, fora do mundo material, vivam seres, estando crente de que, em si próprio, tudo é matéria? Como pode crer que, exteriormente à sua pessoa, há Espíritos, quando não acredita ter um dentro de si? Será inútil acumular-lhe diante dos olhos as provas mais palpáveis. Contestá-las-á todas, porque não admite o princípio.
Todo ensino metódico tem que partir do conhecido para o desconhecido. Ora, para o materialista, o conhecido é a matéria: parti, pois, da matéria e tratai, antes de tudo, fazendo que ele a observe, de convencê-lo de que há nele alguma coisa que escapa às leis da matéria. Numa palavra, primeiro que o torneis ESPÍRITA, cuidai de torná-lo ESPIRITUALISTA. Mas, para tal, muito outra é a ordem de fatos a que se há de recorrer, muito especial o ensino cabível e que, por isso mesmo, precisa ser dado por outros processos. Falar-lhe dos Espíritos, antes que esteja convencido de ter uma alma, é começar por onde se deve acabar, porquanto não lhe será possível aceitar a conclusão, sem que admita as premissas. Antes, pois, de tentarmos convencer um incrédulo, mesmo por meio dos fatos, cumpre nos certifiquemos de sua opinião relativamente à alma, isto é, cumpre verifiquemos se ele crê na existência da alma, na sua sobrevivência ao corpo, na sua individualidade após a morte. Se a resposta for negativa, falar-lhe dos Espíritos seria perder tempo. Eis aí a regra. Não dizemos que não comporte exceções. Neste caso, porém, haverá provavelmente outra causa que o toma menos refratário.” (O Livro dos Médiuns, item 19)


O PERFIL DO APRENDIZ

Os incrédulos
- os materialistas por sistema – negação absoluta sobre a existência da alma (nada há o que fazer)
- os materialistas por falta de coisa melhor – a crença na alma não é de todo nula, há um gérmen latente (é o náufrago a quem se lança uma tábua de salvação)
- incrédulos de má-vontade – fecham os olhos para não ver e tapam os ouvidos para não ouvir (lamentá-los é tudo o que se pode fazer)
- incrédulos por interesse ou de má-fé – (não há com eles o que fazer)
- os incrédulos por pusilanimidade, por escrúpulos religiosos, por orgulho, por espírito de contradição, por negligência, por leviandade, etc. (pouco se pode fazer)
- incrédulos por decepções – os que passaram de uma confiança exagerada à incredulidade – resultado de incompleto estudo do Espiritismo e de falta de experiência.(é um campo a joeirar)
- os incertos – há uma vaga intuição das idéias espíritas – não lhes falta aos pensamentos senão serem coordenados e formulados.(campo propício)

Os crentes
Sem um estudo direto
I. os espíritas sem o saberem – Sem jamais terem ouvido tratar da Doutrina Espírita, possuem o sentimento inato dos grandes princípios que dela decorrem.

Com um estudo direto - espíritas experimentadores – “os que crêem pura e simplesmente nas manifestações. Para eles, o Espiritismo é apenas uma ciência de observação.(...)”
I. Espíritas imperfeitos – vêem mais do que os fatos; compreendem a parte filosófica; admiram a moral da doutrina ou espírita, mas não a praticam.
II. os verdadeiros espíritas – “(...)os que não se contentam com admirar a moral espírita, que a praticam e lhe aceitam todas as conseqüências.”
III. espíritas exaltados – confiança demasiadamente cega e freqüentemente pueril, no tocante ao mundo dos espíritos. “O entusiasmo, porém, não reflete, deslumbra. Esta espécie de adeptos é mais nociva do que útil à causa do Espiritismo.” (O Livro dos Médiuns, item 28)
Pesquisa baseada no material do site http://www.feparana.com.br/

Estude e divulgue o pensamento kardequiano.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Espiritismo na Feira do Livro de Porto Alegre - 2008


Sessão de autógrafos:
Vinícius Lousada - Saberes de Espiritualidade e Paz, ed. Francisco Spinelli: 05 de novembro, às 19:30hs, Praça de Autógrafos;


José Carlos Pereira Jatz - Espírito Saudável: Mente Sã e Corpo São, ed. Pallotti: 09 de novembro, às 15:30hs, Praça de Autógrafos;


Gládis Pedersen de Oliveira e Dimitrius Gutierrez - As Sementes Contaram e o Arrependimento de Diego, ed. Francisco Spinelli: 13 de novembro, às 14hs, Deck dos Autógrafos - Cais e


Zoé Mary Saraiva Paim - O Espiritismo Segundo o Evangelho, ed. Evangraf: 15 de novembro, às 18:30hs, Praça de Autógrafos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Conhecer-se a si mesmo : Revista Espírita 06/1863



DISSERTAÇÕES ESPÍRITAS

CONHECER-SE A SI MESMO

(SOCIEDADE ESPÍRITA DE SENS, 9 DE MARÇO DE 1863)



O que impede, por vezes, que vos corrijais de um defeito, de um vicio, é, certamente, que não vos apercebeis que o tendes. Enquanto vedes os menores defeitos do próximo, do irmão, nem mesmo suspeitais de que tendes as mesmas falhas, talvez maio­res que as deles. Isto é uma conseqüência do orgulho que vos leva, como a todos os seres imperfeitos, a não achar nada de bom senão em vós. Deveríeis vos analisar como se não fosseis vós mes­mos. Imaginai, por exemplo, que aquilo que fizestes ao vosso irmão, vos tivesse sido feito por ele. Colocai-vos em seu lugar: que faríeis? Respondei sem idéia preconcebida, pois suponho que quereis a verdade. Assim fazendo, estou certo de que muitas vezes descobrireis defeitos vossos, que antes não havíeis notado. Sede francos convosco mesmos; travai conhecimento com o vosso caráter, mas não o aduleis, porque as crianças aduladas às vezes se tornam más e os aduladores são os primeiros a experimentar os efeitos. Voltai um pouco a sacola onde estão os vossos e os alheios defeitos. Ponde os vossos à frente e os dos outros para trás e cuidai que não tenhais de baixar a cabeça quando tiverdes a vossa carga à frente.
La Fontaine

DEFINIÇÕES KARDEQUIANAS

Como Allan Kardec definiu o Espiritismo:


Ciência:

“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Es­píritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.” (O que é o Espiritismo, Preâmbulo)

“O Espiritismo é uma ciência de observação...” (O que é o Espiritismo, cap. I)

“O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo invisível e as suas relações com o mundo visível.” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, item 6)

"O Espiritismo caminha ao lado da ciência no campo da matéria: admite todas as verdades que a ciência comprova; mas não se detém onde ela pára: prossegue nas suas pesquisas no campo da espiritualidade." (Obras Póstumas, I Parte "in fine")


FILOSOFIA

"Há duas coisas no Espiritismo: a parte experimental das manifestações e a doutrina filosófica." (O que é o Espiritismo, FEB, 17ª ed, p. 119)

A força do Espiritismo "está na sua filosofia, no apelo que dirige à razão, ao bom-senso." (O Livro dos Espíritos, conclusão, item VI)

"Este livro (...) foi escrito por ordem e mediante ditado de Espíritos superiores, para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, isenta dos preconceitos do espírito de sistema." (O Livro dos Espíritos, Prolegômenos)

"A explicação dos fatos que o Espiritismo admite, de suas causas e conseqüências morais, forma toda uma ciência e toda uma filosofia, que reclamam estudo sério, perseverante e aprofundado.” (O Livro dos Médiuns, item 14, item 7º)


espiritualidade

"A bandeira que arvoramos bem alto é a do Espiritismo cristão e humanitário,em torno da qual somos felizes de ver desde já tantos homens se juntarem em todos os pontos da Terra, porque compreendem que está nela (...) o signo de uma nova era para a humanidade." (O Livro dos Médiuns, 1861, cap. 24 "in fine", Edicel, trad. J.Herculano Pires)

"A vaidade de certos homens, que crêem saber tudo e tudo querem explicar à sua maneira, dará origem a opiniões dissidentes, mas todos os que tiverem em vista o grande princípio de Jesus se confundirão no mesmo sentimento de amor ao bem e se unirão por um laço fraterno que envolverá o mundo inteiro; deixarão de lado as mesquinhas disputas de palavras para somente se ocuparem das coisas essenciais." (O Livro dos Médiuns,1861, pp. 54/55)

“Não tendo o Espiritismo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual do vocábulo, não podia nem devia enfeitar-se com um título sobre cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. Eis porque simplesmente se diz: doutrina filosófica e moral”. (Revista Espírita, dez/1868. Discurso de 01-11-1868 na SPES)


(enviado por Aureci Martins, I. E. Terceira Revelação Divina/POA-RS)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O CONSOLO DAS EVOCAÇÕES

935. Que pensar da opinião das pessoas que consideram as comunicações de além túmulo como uma profanação?
– Não pode haver profanação quando há recolhimento e quando a evocação é feita com respeito e decoro. O que o prova é que os Espíritos que vos são afeiçoados se manifestam com prazer, sentem-se felizes com a vossa lembrança e por conversarem convosco. Profanação haveria se as evocações fossem feitas com leviandade.

A possibilidade de entrar em comunicação com os Espíritos é uma bem doce consolação, que nos proporciona o meio de nos entretermos com os parentes e amigos que deixaram a Terra antes de nós. Pela evocação eles se aproximam de nós, permanecem ao nosso lado, nos ouvem e nos respondem. Não existe mais, por assim dizer, separação entre nós e eles, que nos ajudam com os seus conselhos, nos dão testemunho da sua afeição e do contentamento que experimentam por nos lembrarmos deles. E para nós uma satisfação sabê-lo felizes e aprender através deles as detalhes da sua nova existência, adquirindo a certeza de um dia, por nossa vez, nos juntarmos a eles.

(Questão 935 do L.E. seguida do comentário de Kardec - tradução de Herculano Pires)

Enviado por Larissa Carvalho - camachocarvalho@yahoo.com.br

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Por que Allan Kardec?

Artigo publicado em Reformador, abril de 1986, pp. 102-3.
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Silvio Seno Chibeni

Dogmatismo? Tradicionalismo? Fanatismo? Visão estreita?

Vejamos:

A obra de Allan Kardec, quando analisada internamente, revela uma solidez lógica, uma racionalidade, uma limpidez argumentativa, uma coerência de fazerem inveja aos mais conceituados tratados filosóficos que a Humanidade possui;

Allan Kardec revelou, em tudo o que fez, uma prudência, um equilíbrio, uma sobriedade, um espírito positivo e despreconcebido, um bom senso, enfim, que singularizam sua figura entre todos os expoentes da cultura humana;

A obra de Allan Kardec, contrariamente ao que em geral acontece com outras que abordam os mesmos assuntos, está firme e amplamente baseada em fatos, cuidadosa e minuciosamente examinados à luz dos referidos critérios racionais; não surgiu entre as quatro paredes de um gabinete, mas de uma extensa convergência de informações;

Allan Kardec era possuidor de uma vasta erudição, transitando inteiramente à vontade pelos mais variados campos do saber – das ciências às artes, das filosofias às religiões – o que lhe permitiu trazer ao seu domínio de estudo os mais relevantes problemas que interessam ao homem, dentro de uma visão abarcante e integrada da realidade;

A obra de Allan Kardec apresenta-se dentro de padrões de clareza e objetividade tais, que não deixa nenhuma margem a ambigüidades e mal-entendidos, especialmente quanto aos pontos fundamentais;

Allan Kardec soube ser impessoal, separando com rigor suas opiniões pessoais e peculiaridades de sua vida privada do conhecimento doutrinário, que é independente e objetivo; jamais pretendeu a posse exclusiva e completa da verdade, nunca recusou um princípio pelo só fato de ter sido descoberto ou proposto por outrem, nunca hesitou em abandonar uma idéia quando provada errônea por argumentos insofismáveis;

A obra de Allan Kardec é incomparavelmente abrangente, ocupando-se desde os fatos mais palpáveis, destacadamente os relativos à sobrevivência do ser, até as mais profundas investigações da ética, passando pelo exame lúcido das grandes questões filosóficas que ao longo das eras têm desafiado o raciocínio do homem;

Allan Kardec tem sido confirmado, por fontes independentes e fidedignas, como um grande emissário de Jesus, especialmente escolhido por Ele para concretizar na Terra a Sua promessa do envio do Consolador, [nota 1] que nada mais é do que o Espiritismo, que veio para nos ensinar todas as coisas (o esclarecimento abundante que traz), para nos fazer lembrar tudo o que Jesus nos disse (a sanção e explicação que ele nos dá dos Evangelhos), e que estará sempre conosco (a perenidade do Espiritismo);

A obra de Allan Kardec não é uma estrutura estática e fechada, mas sim dinâmica e aberta a complementações futuras, incorporando a característica da progressividade, essencial a todo sistema científico ou filosófico que não pretenda ser sepultado pelas constantes e inevitáveis descobertas de fatos novos e pela ampliação geral do conhecimento humano;
Allan Kardec testemunhou em todos os atos de sua vida a sua condição de Espírito de escol: jamais prejudicou a alguém; só com o bem retribuiu as ingratidões, ofensas e calúnias com que em vão tentaram embaraçar-lhe os passos; doou-se por completo à grande obra de educação dos homens que é o Espiritismo: a ela sacrificou o conforto, o repouso, os bens materiais, a saúde e até a própria vida.

Estudemos com seriedade essa obra. Conheçamos de perto esse autor. [nota 2]

Depois, comparemo-los à obras e autores que os pretendam superar. Quais se poderão gloriar de fazer-lhes frente em apenas algumas das dez características enumeradas (para não dizer em todas)?

Retornemos, por fim, à questão: Por que Allan Kardec?

Talvez já não seja difícil respondê-la ... [nota 3]



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Notas:

1.Cf. Evangelho de João, cap. 14.[volta]

2. Para uma visão precisa, detalhada e completa da personalidade de Allan Kardec, bem como das origens, dimensões e significado de sua obra, consulte-se o livro Allan Kardec (3 vols.), de Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, editado pela Federação Espírita Brasileira em 1979/80.[volta]

3. Para uma exposição do caráter legitimamente científico (à luz da moderna filosofia da ciência) do desenvolvimento de uma atividade de pesquisa em torno de um núcleo de princípios básicos (como o Espiritismo o faz em relação aos princípios fundamentais da obra de Allan Kardec), veja-se o artigo "Espiritismo e ciência", em Reformador de maio de 1984. (Nota do Autor em outubro de 1998: Para o mesmo tema, ver também os artigos "A excelência metodológica do Espiritismo" e "O paradigma espírita", publicados na mesma revista, números de novembro e dezembro de 1988 e junho de 1994, respectivamente.) [volta]

(texto extraído do site: http://www.geocities.com/Athens/Academy/8482/porque.html)